sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Por que meus relacionamentos são tão frágeis?

Não tenho dúvida! Amadurecemos os nossos relacionamentos quando abrimos o livro de nossa vida e somos capazes de contar nossas aventuras, as experiências tristes que tivemos, nossos sonhos e os maiores desafios.

Enquanto não permitirmos que as pessoas passem a morar dentro de nós e vice-versa, teremos somente a impressão de conhecê-las. Mais importante que conhecê-las é permitir que elas passem a morar dentro de nós.

Assim, os relacionamentos amadurecem.

C.N.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Por quem sua vida é sustentada?

A cada manhã que desperta, o amor do Senhor renova-se por você e por mim. Quando acordamos, nossa atitude precisa ser de louvor pelo dom da nossa vida. Pouco a pouco, vamos compreendendo que fomos criados por Deus, e é Ele quem nos mantém vivos a cada momento. Você já parou para pensar nisso?

Somos completamente dependentes de Deus; todas as fibras do nosso ser precisam d'Ele. Tudo o que temos recebemos d'Ele.

Diante de tudo isso, só podemos ter um coração cheio de gratidão a Deus e nos tornarmos seus discípulos, como as mulheres que seguiam Jesus após serem alcançadas pela misericórdia d'Ele.

"Maria, chamada Madalena, da qual tinha saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam" (Lc 8,2b.3).

Agradeçamos ao Senhor pelo dom da vida e pelo ar que respiramos, porque são graças de Deus.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Você sabe tomar decisões?

Uma das atitudes mais importantes da vida é a coragem de se decidir pelo bem, pela verdade. É importante assumirmos a nossa identidade de filhos de Deus, num mundo de antivalores, o qual classifica os homens pelo que têm e não pelo que são.

Precisamos constantemente tomar decisões acertadas e, quando errarmos, corajosamente, assumir os nossos erros com serenidade, pedindo perdão.

Somente somos capazes de tomar pequenas ou grandes decisões, quando nos deixamos impulsionar pela força do Espírito Santo, assim como o próprio Jesus:
“Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito Santo, e sua força espalhou-se por toda a redondeza” (Lc 4,14).

Peçamos hoje a Jesus a graça de sermos cheios do Espírito Santo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A graça está no que acontece

Precisamos enxergar as perdas e desilusões sob a ótica do amor de Deus

Muitas vezes nos questionamos e entristecemos diante das contrariedades que nos acontecem. Não é raro gastarmos um grande espaço de tempo procurando entender tais situações e nos perguntando: Por que a vida tem que ser assim? Por que as coisas aconteceram assim e não de outra forma? É difícil manter-se estruturado quando as coisas não saem da maneira que planejamos; mas, é preciso compreender que em tudo o que nos acontece se aloja um recado do Criador para nós.


É no real, no concreto de nossa vida, que Deus age e nos molda. O Senhor não deseja nosso mal, todavia, Ele se aproveita até das escolhas erradas que fazemos e dos sofrimentos que nos assolam, para nos formar e fazer crescer.


É preciso enxergar na realidade a ação de Deus, e é necessário contemplar a realidade como olhos de realidade, sem máscaras e ilusões. Por mais duras que sejam as situações que nos aconteceram, é preciso entender que estas portam algo de novo e que têm muito a nos ensinar. Muitas vezes, é somente a partir da destruição de coisas antigas que uma obra nova pode nascer.
A graça está no que acontece, e não no que gostaríamos que acontecesse... Por mais que não compreendamos nossas perdas e desilusões, precisamos enxergá-las sob a ótica do amor de Deus, desvelando assim o que o Senhor diz e faz, mesmo em meio a tais situações.


Principalmente no "campo minado" de nossos relacionamentos e afetos, experienciamos ausências e dores que provocam em nós um vazio sem significação... Contudo, aprendemos muito quando temos sensibilidade para entender que as pessoas não têm a obrigação de nos amar da maneira que desejamos e que não podemos escravizá-las em nossas carências.

É a verdade contida em nossas experiências que nos faz crescer e entender o que somos e o que Deus tem para nós. Só Deus nos basta; e com Ele o ser é capaz de enfrentar sua realidade e superar suas decepções, reconstruindo assim a capacidade de amar e de acreditar na vida.


Que as lágrimas da dor não nos roubem a esperança do amor. Creiamos que o real é o espaço do crescer e que mesmo aquilo, que hoje nos frustra, poderá nos fazer crescer e ser mais.

É necessário acreditar sempre na força do bem e do amor, os quais nos fazem enxergar a vida com sobriedade, assumindo a verdade e perpetuando a tarefa de iluminar, na força do Espírito Santo, toda e qualquer situação de nossa história.


Extraiamos – do que vivemos no hoje – a graça que Deus reservou para nós e cooperemos com Ele na construção, mesmo partindo das ruínas, do novo ser que Ele deseja compor em nós.


C.N.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Por que ainda me irrito quando devo esperar?

Como o andar de bicicleta, a gente aprende a esperar, esperando! Portanto, são as situações da vida, o instrumento mais eficaz para este aprendizado.

Não falo de um esperar em Deus, tão necessário à nossa vida espiritual. Estou bem mais embaixo! Falo sobre esperar um ônibus, uma carona, uma pessoa que foi e disse que já voltava, um telefonema que não retorna e uma série de circunstâncias que estão sempre dizendo que temos muita pressa e que somos irritados.

Concluo dizendo que só sabe esperar quem descobriu o valor do tempo e, nele, o sentido da vida. Creio, sem medo de errar, que, em toda e qualquer situação, é o tempo e sua consciência a escola mais dura e eficaz para aprender a esperar. Quem souber dele aproveitar, vai crescer; quem com ele se irritar, estará em suas mãos!

C.N.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Liturgia 02/12/2007

I Domingo do Advento - Ciclo A
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação

A liturgia deste I Domingo do Advento apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina; mas deve caminhar, sempre atento e sempre vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.

A primeira leitura convida os homens – todos os homens, de todas as raças e nações – a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor… É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmonia, de paz sem fim.

A segunda leitura recomenda aos crentes que despertem da letargia que os mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado), que se vistam da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e que caminhem, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação.

O Evangelho apela à vigilância. O crente ideal não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; o crente ideal está, em cada minuto que passa, atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do “Reino”.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Fuja das inquietações do coração

Se perdermos a paz do coração deveremos fazer tudo para recuperá-la.

É importante sabermos que – por disposição do nosso Pai e Criador – nenhum acontecimento deste mundo é razão para que percamos ou turbemos a paz do nosso coração.

Sabendo que Deus está conosco – atravessaremos todas as tribulações com paz no coração – e suportaremos, com a alma tranqüila, todas as amarguras e contrariedades desta vida.

Por isso, quando percebermos que alguma coisa começa a nos inquietar, não demoremos em tomar a arma da oração para nossa defesa. Uma garantia que temos contra as inquietações do coração é manter sempre a mente elevada para as coisas de Deus.

Peçamos, hoje, a Jesus que nos conceda a graça de sermos homens e mulheres de paz.