domingo, 8 de junho de 2008

Liturgia 08/06/2008

X Domingo do Tempo Comum - Ano A
O Senhor enviou-me para anunciar o evangelho
aos pobres e a liberdade aos oprimidos


A liturgia do X Domingo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os atos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.

Na primeira leitura, o profeta Oséias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança.Os atos externos de culto - ainda que faustosos e magnificentes - não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo - que é a outra face do amor a Deus).

Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projetos.

O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem exceção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

'Ouvi a minha voz'

Oxalá, ouvísseis hoje a voz do Senhor! Não fecheis os vossos corações". Sempre que deparo com esta Palavra, que está no livro de Jeremias, fico tocado: "Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes" (Jr 7,23).

Nós não ouvimos as Palavras de Deus por causa do nosso coração rebelde, empedrado, orgulhoso. Mas o Senhor nos revela que não deve ser assim, pois dessa forma, não seremos felizes. "Segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes".

Não fechem os seus corações; ao contrário, ouçam todos os dias a Palavra do Pai e estejam atentos a ela. Você tem a graça de ouvir a voz de Deus nas Celebrações Eucarísticas, nos programas da Canção Nova, na Rádio Catedral, nas pregações, nos retiros, nos grupos de oração. Aproveite e, além de ouvi-la proclamada, rezada, abra o coração, pois assim ele vai ficando cada vez mais aberto e dócil à vontade divina. Você precisa ouvir, ler, meditar e viver a Palavra de Deus. A Igreja está investindo fundo na evangelização porque acredita numa humanidade renovada pelo Espírito Santo de Deus!

"A verdade do mundo passa e tudo o que há nele. Mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I Jo 2, 17).

Pe. Jonas Abib

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Será que falam mal de mim?

Por favor, nunca despreze o que falam de você!
Tudo o que dizem a seu respeito poderá lhe servir como um caminho de crescimento. Por isso, valha-se de tudo para ser melhor, mesmo quando se tratar de um grande absurdo.

E não tenha medo de as pessoas pensarem que você assumiu o que foi dito; ao contrário, siga outra trilha – a sua! – e vá além, desejoso de aprender, crescer, melhorar mesmo nas mínimas coisas, e também na paciência.

Daqui a pouco, você vai aprender a sorrir com o que, antes, costumava tirá-lo do sério.

Fonte: C.N.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A pessoa do servo

O que vale na vida da Igreja é fazer-se pequeno

“Na cultura grega, o servo, o escravo, é chamado de “aprosopos” que significa “sem face, sem rosto”. O escravo é um homem que não tem identidade, que não tem rosto. Esta é a cultura do passado. Jesus se abaixa, se faz servo. Observem que esse é um fato que chocou a vida dos discípulos. Deus serve ao homem, mas serve também aquele que se opõe, porque Jesus lava também os pés de Judas. E Jesus sabia que Judas o trairia. Pensem nesse amor de Jesus até mesmo em relação ao inimigo. Se isso é verdade, devemos tirar essa conclusão: servir é uma ação divina. Não é mandar, não é o impor-se, não é querer ser o primeiro. Mas o que vale na vida da Igreja é fazer-se pequeno, simples, humilde, pobre. Essa é a chave da vida da Igreja, a chave do mistério de Cristo, a chave do nosso mistério. Benditos aqueles que compreenderem isso.

Se quisermos hoje operar no mundo, nós precisamos nos fazer servos do homem. Mesmo se nós utilizamos meios poderosos, nós somos servos da Igreja, servos do homem. Então, vejam aqui um Jesus que se faz próximo na realidade mais humilde, mais simples.

Ele é próximo como o Bom Samaritano que ajuda aquele pobrezinho. Repito, ver esse Deus de joelhos aos pés do homem, diante de cada um de nós, esse é o Ágape, esse é o Amor, esse é Cristo.

Se nós somos cristãos, devemos chegar a isso. Do contrário não podemos ser fermento no meio dos nossos irmãos. Se quisermos verdadeiramente dar a vida a Jesus Cristo para servir nossos irmãos, nós temos que ter essa realidade profunda. Servir, servir por Amor, servir amando. É no Amor que nós evangelizamos.

Nós podemos ter todos os instrumentos, os meios, para levar o evangelho, mas se nós não temos o coração no evangelho, com a vida transmitirmos o evangelho, nós faliremos.

Essa é a chave da vida da Igreja, da vida de cada um de nós”.

Pe. Jonas Abib

terça-feira, 3 de junho de 2008

Só o amor constrói

'Aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus. Eu peço a Deus que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, para discernirdes o que é melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia do Cristo, cheios de frutos de justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus' (Fl 1,6.9-11).

'Deus não nos pede excessos, mas que façamos o bem', dizia Santa Teresa. É Deus que opera a salvação, mas podemos dizer que esta não se realiza sem a cooperação do homem. O Senhor continua a agir em favor do povo porque conta com corações humildes e generosos capazes de renunciar aos planos pessoais em favor de um bem maior.

É necessário pedirmos sempre a Deus o amadurecimento do amor em nós. Supliquemos ao Senhor para que Ele venha em socorro às nossas fraquezas no trato com as pessoas, porque é a qualidade do nosso amor que faz a diferença.

Fonte: C.n.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

É preciso silenciar para ouvir ao Senhor

Quando silenciamos o nosso coração, a nossa boca e todo o nosso corpo, o Senhor vem até nós e permanece conosco. Não podemos mais ter medo do silêncio, porque é nele que escutamos e recebemos de Deus o essencial para a nossa vida. "Quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso, Vossa palavra todo-poderosa desceu do Céu e do Trono real" (Sb 18,14-15).

Foi assim que tudo aconteceu e a salvação veio até nós. No silêncio de uma noite, "o Verbo se encarnou e habitou no meio de nós, e nós vimos sua glória" (Jo 1,14).

Nele, Deus se torna presente. Não permitamos que hoje a agitação, o tumulto e as preocupações nos tirem da presença do Senhor. Trabalhemos rezando e rezemos trabalhando. Com certeza, faremos bem todas as coisas a exemplo de Jesus e não sairemos da presença d'Ele.

Fonte: C.n.

domingo, 1 de junho de 2008

Liturgia 01/06/2008

IX Domingo do Tempo Comum - Ano A
Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor:
quem permanece em Mim dá muito fruto

A liturgia do IX Domingo Comum é um convite para construir a vida sobre o alicerce firme da Palavra de Deus.Quando a Palavra de Deus está no centro da vida e dá forma aos pensamentos, sentimentos e ações, o homem caminha, com segurança, ao encontro da realização plena, da vida definitiva.

A primeira leitura, na mesma linha, convida os crentes a deixarem que a Palavra de Deus envolva e penetre toda a sua vida, marque os seus pensamentos, sentimentos e ações. Garante-nos que construir a vida à volta da Palavra de Deus é assegurar a felicidade e a vida definitiva.

A segunda leitura
não se refere tão diretamente ao tema do domingo (a Palavra de Deus); mas garante-nos que a salvação resulta do dom gratuito de Deus, tornado presente em Cristo, a Palavra viva de Deus, que veio ao encontro dos homens para os subtrair ao caminho da escravidão, do pecado e da morte.


No Evangelho Mateus convida a sua comunidade - e as comunidades cristãs de todos os tempos e lugares - a enraizar a sua vida na Palavra de Jesus e a traduzir essa adesão em ações concretas. Para ser cristão, não basta dizer palavras bonitas de adesão ao Senhor; mas é necessário esforçar-se por cumprir, a cada instante, a vontade de Deus e viver de acordo com os valores propostos por Jesus nas bem-aventuranças.