domingo, 8 de fevereiro de 2009

Liturgia 08/02/2009

V Domingo do Tempo Comum - Ano B
Cristo suportou as nossas enfermidades
e tomou sobre Si as nossas dores

A liturgia deste V Domingo do Tempo nos pergunta: que sentido tem o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflete sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projeto de Deus para o homem não é um projeto de morte, mas é um projeto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.

Na primeira leitura, um crente chamado Jó comenta, com amargura e desilusão, o fato de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Jó se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.

A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua ação e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.

No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na ação libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nosso Deus não é 'carrasco'

Só em Jesus recebemos a força para suportar toda espécie de desamor e injustiça, especialmente vindos de quem, muitas vezes, temos razões para desistir de amar. Quanto mais exercitarmos o amor gratuito para com todos, sem exceção, tanto mais ficaremos parecidos com o coração de Deus, pois, a única coisa impossível para Ele é deixar de amar.

Quando vem sobre nós uma contrariedade, seja qual for o motivo, devemos nos colocar imediatamente dispostos a deixar a graça de Deus agir e louvar o Senhor, em vez de dar espaço aos sentimentos negativos ou à nossa cabeça impertinente que quer sempre ter razão. Que em tudo vença somente o que Deus quer.

Não devemos pensar que o Senhor se esqueceu de nós ou que essas coisas acontecem conosco porque somos marcados para sofrer. Não, Deus não é "carrasco" como muitos pensam, que aplica castigos e faz imposições sem dar condições para que os homens as cumpram.

O amor de Deus nos fez livres e age de acordo com a nossa abertura. Ele nos capacita para acolhermos o sofrimento como um dom e uma graça especial. E nunca podemos nos esquecer de que somente quando o nosso coração se voltar completamente em Deus é que encontraremos a verdadeira felicidade!

Jesus, eu confio em Vós!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Santa Águeda

Virgem e mártir, Santa Águeda nasceu no século III numa família muito conhecida, em Catânia, na Sicília. Muito cedo, ela discerniu um chamado a Deus consagrando a sua virgindade ao Senhor, seu amado e esposo. A grande santa italiana foi uma jovem de muita coragem vivendo o Santo Evangelho na radicalidade num tempo em que o imperador Décio levantou contra o Cristianismo uma forte perseguição. Aqueles que não renunciassem ao senhorio de Cristo e não O desprezassem eram punidos com muitos sofrimentos até a morte.

Santa Águeda era consagrada ao Senhor, amava a Deus, mas foi pedida em casamento por um outro jovem. Claro, por coerência e por vocação, ela disse 'não'. Esse jovem, que dizia amá-la, a denunciou às autoridades. Ela foi presa e injustamente condenada. Que terríveis sofrimentos e humilhações!

Ela sempre se expressava com muita transparência e dizia que pertencia a uma família nobre, rica, conhecida, mas tinha honra de servir a Nosso Senhor, o seu Deus. De fato, para os santos, a maior honra e a maior glória é servir ao Senhor.

Entregaram-na a uma mulher tomada pelo pecado, uma velha prostituta para pervertê-la, mas esta não conseguiu, pois o reinado de Cristo se dava no coração de Águeda antes de tudo. Então, novamente, como num gesto de falsa misericórdia, perguntaram-lhe: “Então, o que você escolheu, Águeda, para a salvação?”. “A minha salvação é Cristo”, ela respondeu.

Os santos passaram por muitas dificuldades, mas, em tudo, demostraram para nós que é possível glorificar a Deus na alegria, na tristeza, na saúde, na dor.

Em 254 foi martirizada e se encontra na eternidade, com seu esposo, Jesus Cristo, a interceder por nós.

Santa Águeda, rogai por nós.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

... e quando dá errado?

Não tenha medo de deixar que algumas coisas não funcionem! Muitas vezes, queimamos uma energia extraordinária lutando, lutando e brigando para que tudo dê exatamente certíssimo, do jeito que gostaríamos!

Aceite que isso não significa tanta coisa assim! Mania de perfeição causa sisudez, dor de barriga e calvície! Acredite!

É preciso então olhar a vida por um outro prisma! Quando tudo der errado, significará apenas que descobrimos mais uma forma de fazer com que as coisas não deem certo. E vamos tentar de novo, com novos aprendizados, sem jamais dispensar o que a vida tem para ensinar. Quem tem, quer e cultiva a humildade vai entender isso mais rápido!

Ufa! Por que será que a gente não se permite um pouco disso?

Ricardo Sá

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Seja um vencedor no amor!

A razão de nossa existência é amar a Deus com um empenho total e nos relacionarmos com nossos irmãos com uma atitude de amor, inspirada no amor do próprio Deus. No entanto, se o nosso amor não participar do amor Deus e não se expressar na pessoa que está ao nosso lado, isso será mera ilusão.

A conversão do não buscar o próprio interesse é a mais difícil. Renunciar pelo bem do outro àquilo que gostaria de possuir para si mesmo. É o amor que "...nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se regozija com a injustiça, mas encontra sua alegria na verdade. Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (ICor 13, 5-7).

Mas, para o amor não passar em sua vida como uma chuva de verão, você precisará ser humilde e decidir-se a amar. Vai ser preciso perdoar muitas vezes e pedir perdão todos os dias, todas as horas, todos os momentos em que for necessário, vencendo todas as barreiras que fecham seu coração em si mesmo. Há tantas formas diferentes e eficazes de exercitar a humildade para amar incondicionalmente.

O amor é capaz de tudo suportar!

O amor transforma a vida!

O amor jamais passará!

Ame sempre, seja um vencedor no amor!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ninguém...

Ninguém é tão forte, que nunca tenha chorado.

Ninguém é tão fraco, que nunca tenha vencido.

Ninguém é tão inútil, que nunca tenha construído.

Ninguém é tão sábio, que nunca tenha errado.

Ninguém é tão corajoso, que nunca tenha tido medo.

Ninguém é tão medroso, que nunca tenha coragem.

Ninguém é tão ninguém que nunca consiga ajudar alguém.

Cada um de nós possui um valor para Deus, e Ele quer nos usar para a transformação e resgate de vidas para Jesus. O Espírito Santo sempre nos capacita a fazermos a vontade de Deus Pai.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Liturgia 02/02/2009

IV Domingo do Tempo Comum - Ano B
Encontramos o Messias, que é Jesus Cristo.
Por Ele nos veio a graça e a verdade

A liturgia deste IV Domingo do Tempo Comumgarante-nos que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte que deformam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena.

A primeira leitura propõe-nos - a partir da figura de Moisés - uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, que Deus chama e que Deus envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas.

A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.

O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.